08 de Fevereiro 2010
 Edição #133 2010
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Entrevistas e Artigos
- Pedra e Tomada no CCSP (SP) - 16/05/2009
- Por Rodrigo Noe De Souza / Fotos: Fausto Oliveira e Grace Lagoa
No mesmo dia em que o Heaven & Hell fazia sua segunda apresentação em Sampa, o Centro Cultural São Paulo tornou-se uma alternativa para os fãs, que compareceram em bom número para conferir duas bandas paulistanas que juntaram suas forças para um show único: Pedra e Tomada.
O lendário Nelson Brito, baixista do Golpe de Estado, anunciou a primeira banda da noite. Formada por Ricardo Alpendre (vocal), Marcelo "Pepe" Bueno (baixo), Alexandre Marciano (bateria) e Lennon Fernandes (guitarra e teclado), o Tomada ligou a Sala Adoniran Barbosa com seu Rock''n'Roll, com influências de Blues e psicodelia dos anos 70. Teve até telão com algumas imagens da banda se misturanto. Sons como Billy O Esquisito, Minha Diva, Triste E Distante, Catarina e Um Amor de Verdade lembram bastante a época em que o Rock brasileiro era uma realidade (me refiro a Som Nosso de Cada Dia, Casa Das Máquinas, Made In Brazil). Pepe é uma figura em pessoa, lembrou muito o Sergio Dias (Mutantes), com sua cartola e seu visual setentista. O show terminou com Lamparina, Meu Deus Que Mulher e Boogie do Café.
O Tomada lançará seu terceiro album ainda este ano, e promete dar mais alta voltagem em suas futuras peças.
Antes da segunda banda se apresentar, os roadies arumaram o palco e fizeram os ajustes. Todos os integrantes do Pedra entraram em cena e se prepararam. Rodrigo Hid (vocal, guitarra e teclado), Xando Zupo (vocal e guitarra), Luiz Domingues (baixo e vocal) e Ivan Scartezzini (bateria) tocam a instrumental Megalópole, Se Você For Afim e Projeções, com direito a Hid tocando seu violão. Ainda divulgando seu álbum Pedra II, mandaram Longe do Chão e a única do primeiro disco, Sou Mais Feliz. Quem estava na Sala percebeu o som estava alto. Porém, isto não tirou o brilho do show, apesar de Xando tentar plugar sua guitarra e o Hid escolher que instrumento tocar. Em shows como esse, errar é humano. Após a Rock'N Não!, o Pedra anunciou uma faixa composição, Queimada das Larvas nos Campos sem Fim, que tem elementos de música nordestina. O 'grand finale' veio com a versão de Filme de Terror, deSergio Sampaio. Quinze anos após sua morte, ele foi homenageado com essa maravilhosa música. No final, uma fumaça tomou conta do palco, alguns acreditando que havia um incêndio. Mas era só efeito...
Uma grande noite, duas bandas muito competentes e um público satisfeito. Espero que o Centro Cultural invista mais em apresentações como a daquela inesquecível noite.
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