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LAMB OF GOD, CARCASS & HEAVEN SHALL BURN
Circo Voador - Rio de Janeiro/RJ
24 de junho de 2017
Por Daniel Dutra / Fotos: Alessandra Tolc

Havia uma, digamos, dor de corno em quem não iria a São Paulo para a versão completa do que rolou na noite de sábado no Circo Voador. Afinal, assistir ao King Diamond tocando a íntegra de “Abigail” e mais alguns clássicos dele mesmo e do Mercyful Fate, com todo o aparato cênico, deve ter sido uma experiência não menos que maravilhosa. Não é possível ter tudo nessa vida, mas o aperitivo para os cariocas foi bem apetitoso e em porções generosas: Heaven Shall Burn, Carcass e Lamb of God. Sim, não é possível ter tudo nessa vida, mas não vai dizer que esse trio é muito melhor do que nada? Se alguma dúvida pairava no ar, o público que compareceu em peso à lona a jogou por terra.



O Heaven Shall Burn poderia até ser um estranho no ninho, e rolou certa polêmica quando a banda alemã foi anunciada para o Liberation Festival, mas a verdade é que Marcus Bischoff (vocal), Maik Weichert e Alexander Dietz (guitarras), Eric Bischoff (baixo) e Christian Bass (bateria) nem precisaram de todo o set de 45 minutos para convencer o mais incrédulo. O quinteto tinha seus fãs presentes, mas precisou das três primeiras músicas – “The Loss of Fury”, “Voice of the Voiceless” e “Corium” – para que o esforço de Marcus fosse recompensado com sinceros aplausos. Metalcore? Se todo grupo inserido no estilo fosse assim, até daria para dar um pouco mais de crédito.



“Combat”, aliás, mostrou uma tendência muito mais para o death metal melódico, e em “The Weapon They Fear” a pista já mostrava estar convencida em suas animadas rodas. E se alguém ainda duvidava, houve espaço até mesmo para um hit: “Endzeit” teve o reforço de um bom número de vozes acompanhando a grudenta melodia vocal, principalmente no início com as funcionais paradinhas instrumentais. Formando uma usina de força nas seis cordas, Weichert e Dietz despejaram mais alguns riffs death metal com “Counterweight”, e o Heaven Shall Burn encerrou em alta com “Black Tears”, cover dos suecos do Edge of Sanity. Tão em alta que Marcus, ao cumprimentar os fãs na fila do gargarejo, resolveu meter um ‘crowd surfing’. Só faltou sair nos braços da galera.



Apesar de não ser o headliner, o Carcass pode levantar a mão e dizer que era o principal nome da noite. Dá para dizer que todos queriam ver a banda inglesa, mas não apenas porque era a sua primeira vez na cidade. Não. Diz muito o fato de que uma parcela considerável dos presentes estava na casa apenas e tão somente por causa de Jeff Walker (baixo e vocal) e Bill Steer (guitarra), principalmente, e Ben Ash (guitarra) e Daniel Wilding (bateria). E ninguém se arrependeu, porque foi um massacre à altura da importância do grupo para o som extremo. E essa importância se mostrou presente desde o início, com “316L Grade Surgical Steel”, uma das seis faixas de “Surgical Steel” (2013), o disco da volta – considerando-se a introdução “1985” e a execução apenas de parte de “A Congealed Clot of Blood”.



Presente relevante, passado irretocável. Difícil descrever o que foi a sequência com “Buried Dreams” (anote aí: foi lindo o público “cantando” o riff principal do clássico), “Incarnated Solvent Abuse”, “Carnal Forge” e “No Love Lost” – à exceção da segunda, todas de “Heartwork” (1993), álbum divisor de águas não apenas na carreira do Carcass, mas também no death metal. Melhor ainda, numa execução impecável sob o comando de Steer e Ash, responsáveis por um peso absurdo, mas sem esquecer a tranquilidade e a técnica da máquina que é Wilding – e um adendo: como os gringos adoram o coro de “Olê! Olê! Olê! Escreva aqui no nome da banda.” O sorriso no rosto de cada um também chegou a empolgar.



Steer, por sua vez, mostrava-se um mestre de cerimônia peculiar: seu forte sotaque britânico fazia com que fosse difícil entender o que ele falava, mas tornava cômicas as suas tentativas de falar português – como na hora em que perguntou como se falava “I love you” em nossa língua. Ininteligível o que saiu da boca do baixista e vocalista, mas realmente nada parecido com “eu amo vocês”. Só que o importante era a música, e mais três recentes, “Unfit for Human Consumption”, “Cadaver Pouch Conveyor System” e “Captive Bolt Pistol”, fizeram o mínimo que delas se espera – rodas e mais rodas – e mais um pouco – “Surgical Steel” foi lançado há quase quatro anos, então era mais do que natural que fossem familiares a muitos.

Coube a “Edge of Darkness” ser uma pequena amostra de “Swansong” (1996) – música das sessões do disco, ela acabou lançada apenas na coletânea “Wake Up and Smell the... Carcass”, de 1996 –, e a parte final do show reservou mais algumas podreiras antigas no meio de outras duas joias de “Heartwork”. É verdade que não nada do primeiro trabalho, “Reek of Putrefaction” (1988), foi tocado, mas “Exhume to Consume”, “Reek of Putrefaction” e “Corporal Jigsore Quandary” ficaram muito bem espremidas entre “This Mortal Coil” e “Heartwork”, a música, responsável por um desfecho épico. Tão épico que Walker desceu para o pit dos fotógrafos e lá ficou por uns 20 minutos autografando o que os fãs entregassem a ele.



O relógio ainda não marcava 22h – uma salva de palmas à produção pela pontualidade, diga-se – e já dava para dizer que a noite valeu a pena. Mas o Lamb of God mostrou por que era a principal atração. E se a apresentação de 75 minutos da apresentação do quinteto americano – sim, pouco – tivesse sido toda do mesmo nível de sua primeira metade, ela teria sido simplesmente antológica. Randy Blythe (vocal), Mark Morton e Will Adler (guitarras), John Campbell (baixo) e Chris Adler (bateria) simplesmente arregaçaram nas oito primeiras músicas do set. A covardia começou com “Laid to Rest” (refrão cantado em uníssono), seguiu com “Ruin” e quase atingiu níveis absurdos em “512”, porque...

É preciso um parágrafo à parte para falar de “Desolation”, em agradecimento aos deuses do heavy metal, uma vez que foi a mais do que agradável surpresa do set list. Não dava para ter uma ideia totalmente clara do que o Lamb of God tocaria, afinal, a banda estava fora da estrada desde novembro do ano passado. No entanto, essa maravilha de “Resolution” (2002) não estava no repertório. Um erro corrigido no início da turnê sul-americana, como provou a reação do público: foi um pandemônio, a ponto de Blythe, naturalmente um baita ‘frontman’, enlouquecer também no palco. E até o momento em que escrevo estas linhas não sei se lamento ou agradeço porque a saúde não está 100%, porque foi de arrepiar o que rolou na pista do Circo.



Se você imaginou como seria possível manter tal nível de adrenalina, a resposta do grupo veio com “Walk With Me in Hell” (aquele riff à la Slayer no meio da música a deixa ainda melhor, reparou?) e “Still Echoes” (como toca esse sujeito chamado Chris Adler!). A resposta dos fãs não era apenas pulando ou abrindo rodas animais (no bom sentido), mas soltando a voz com vontade, como em “Now You've Got Something to Die for”, e nem precisava que Blythe pedisse. Mas se “Hourglass” e “Ghost Walking” ainda mantiveram o pique lá em cima, o que veio a seguir mostrou que o set poderia ter sido mais bem dividido.



“Engage the Fear Machine”, “Broken Hands” e “The Faded Line” formaram uma trinca que esfriou um pouco os ânimos. A peteca só não caiu porque é mesmo difícil ficar parado durante um show do Lamb of God, então sempre haverá os heróis da resistência. “Blacken the Cursed Sun” poderia ter dado lugar a “Black Label”, mas antes “Set to Fail” colocou ordem na casa, que voltou ao seu estado normal com “Redneck”, apagando de vez os momentos de dispersão com uma performance matadora da banda e do público – valeu até um “I love you!” de Blythe durante a esmagadora reação dos fãs ao cantar “This is a motherfuckin' invitation”. E por alguns momentos aquela dor de corno passou. De fato, até pintarem os primeiros vídeos do King Diamond nas redes sociais e no YouTube. Só que não voltou com toda aquela força, sejamos sinceros.



Set list Heaven Shall Burn
1. The Loss of Fury
2. Voice of the Voiceless
3. Corium
4. Combat
5. The Weapon They Fear
6. Awoken / Endzeit
7. Counterweight
8. Black Tears

Set list Carcass
1. 1985 / 316L Grade Surgical Steel
2. Buried Dreams
3. Incarnated Solvent Abuse
4. Carnal Forge
5. No Love Lost
6. Unfit for Human Consumption
7. A Congealed Clot of Blood / Cadaver Pouch Conveyor System
8. Captive Bolt Pistol
9. Edge of Darkness / This Mortal Coil
10. Exhume to Consume / Reek of Putrefaction
11. Corporal Jigsore Quandary / Heartwork

Set list Lamb of God
1. Laid to Rest
2. Ruin
3. 512
4. Desolation
5. Walk With Me in Hell
6. Still Echoes
7. Now You've Got Something to Die for
8. Hourglass
9. Ghost Walking
10. Engage the Fear Machine
11. Broken Hands
12. The Faded Line
13. Set to Fail
14. Blacken the Cursed Sun
15. Redneck

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